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Lupus Eritematoso Sistêmico

O lupus é uma doença sistêmica auto-imune que atinge principalmente mulheres em idade reprodutiva, mas que também pode acometer homens jovens sem filhos. O sistema reprodutivo dos pacientes portadores de Lupus Eritematoso Sistêmico (LES) pode ser afetado pela própria atividade da doença ou pelo uso de medicações tóxicas para os testículos ou para os ovários. Este artigo de revisão aborda os principais motivos para a infertilidade em homens e mulheres com LES, como investigá-los e como tratá-los. Além disso reforça a necessidade em muitas ocasiões de preservação da fertilidade.

Focaremos nas linhas abaixo sobre como o LES afeta a fertilidade de nossos pacientes homens e quais são as opções atuais de tratamento. Sabemos que o LES leva a um quadro de lesão direta dos testículos, com redução de volume testicular e com alterações no espermograma diretamente proporcionais. Acredita-se que a lesão tenha como alvo os túbulos seminíferos, com diminuição associada de Inibina-B e elevação dos níveis de FSH e LH, hormônios contra-reguladores e sinalizadores de dano e função testicular. Inúmeros artigos descrevem a presença de anticorpos anti-espermatozóides em pacientes portadores de LES e também explicaria o comprometimento da produção e qualidade dos espermatozóides nestes pacientes.

Quando estes homens jovens com LES iniciam o tratamento, inúmeras medicações utilizadas podem levar dano direto aos testículos. Por isso a importância de se discutir a criopreservação de espermatozoides antes do tratamento do LES. O congelamento seminal poderá resguardar para inúmeros jovens homens o sonho de futuramente ser pai e de não necessitar de técnicas avançadas de reprodução assistida. Veja como exemplo 3 classes de medicamentos e como afetam a fertilidade do homem:

1-     A ciclofosfamida destroi células em divisão, ou seja, a produção de novos espermatozoides é comprometida durante sua utilização. Além disso homens que utilizaram esta medicacão podem apresentar quadros de comprometimento dos níveis de testosterona, por lesão direta nas células de Leydig.

2-     O Metotrexate também poderá levar a comprometimento da função testicular e redução na contagem de espermatozoides.

3-     A sulfassalzina, também bastante utilizada em pacientes com retocolite ulcerativa e Doença de Crohn é outra medicação que requer atenção no campo de fertilidade, quando utilizada em homens jovens sem filhos.

A criopreservacão de espermatozoides, ou congelamento seminal deverá sempre ser mencionada para os pacientes portadores de doenças auto-imunes sistêmicas (exemplo o LES), seja no diagnóstico ou durante o tratamento. Principalmente em homens jovens sem filhos e que poderão vir a sofrer de infertilidade secundária. O Sonho de ser pai deve ser sempre preservado e nunca colocado para segundo plano em relação ao controle da doença. Viver bem e com a doença controlada significa viver com os sonhos preservados.

 

 

 

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